No IEP DG, a Residência Médica é compreendida como um percurso de transformação profissional.
É nesse período que o médico amplia seu conhecimento, amadurece seu julgamento clínico, desenvolve habilidades técnicas e aprende a lidar com uma dimensão essencial da Medicina: a responsabilidade pelas decisões que envolvem o cuidado de cada paciente.
Na Anestesiologia, esse processo acontece em um ambiente particularmente dinâmico. Avaliar riscos, antecipar situações críticas, planejar estratégias, dominar diferentes técnicas, interpretar mudanças clínicas e tomar decisões no momento adequado fazem parte da construção diária do especialista.
Por isso, nossa visão de formação não está restrita ao ensino de procedimentos.
Não se espera do residente que ele saiba tudo desde o início. Espera-se que ele evolua.
Ao longo da Residência Médica, conhecimento, habilidade técnica, capacidade de decisão e responsabilidade são desenvolvidas de maneira progressiva, respeitando o momento de formação de cada médico.
A supervisão próxima do preceptor permite que o residente avance gradualmente, ampliando suas competências à medida que acumula conhecimento, experiência e maturidade profissional.
A formação do anestesiologista começa muito antes da indução anestésica e não termina com o último procedimento da cirurgia.
Queremos que o residente compreenda o cuidado perioperatório como uma jornada.
Isso envolve conhecer o paciente, avaliar suas condições clínicas, identificar riscos, elaborar o planejamento anestésico, acompanhar as diferentes etapas do procedimento e garantir uma recuperação pós-anestésica segura.
Ao longo da formação, diferentes cenários assistenciais irão contribuir para ampliar essa experiência, incluindo:
Na formação médica, técnica e raciocínio não podem caminhar separados.
Executar corretamente um procedimento é importante. Saber quando realizá-lo, por que escolhê-lo, quais alternativas existem e como conduzir uma intercorrência é igualmente essencial.
Por isso, a prática assistencial deve estimular perguntas, discussão de casos, análise de condutas, revisão da literatura e reflexão sobre resultados.
O residente é incentivado a compreender não apenas como fazer, mas principalmente por que fazer.
É dessa combinação entre conhecimento, prática e reflexão que nasce uma decisão médica mais segura.
Para nós, preceptoria significa presença.
Significa acompanhar o residente durante sua evolução, compartilhar experiência, orientar decisões, discutir possibilidades e reconhecer os momentos em que é necessário intervir.
O preceptor não está apenas ao lado do residente para supervisionar um procedimento. Ele participa da formação de um novo especialista.
Por isso, valorizamos uma preceptoria baseada em conhecimento, experiência assistencial, disponibilidade para ensinar e compromisso com a segurança.
A cultura de segurança precisa fazer parte da formação desde o início.
No IEP DG, protocolos assistenciais, registros médicos, avaliação de riscos, análise de intercorrências, eventos adversos e indicadores de qualidade podem ser transformados em oportunidades concretas de aprendizado.
O residente passa a compreender que segurança não é um conjunto isolado de regras. É uma maneira de pensar e organizar o cuidado.
Observar processos, identificar vulnerabilidades, discutir resultados e participar de ações de melhoria contribui para formar médicos mais atentos às consequências de suas decisões e ao funcionamento dos sistemas de saúde.
Cada paciente pode gerar uma pergunta.
E cada pergunta pode ser o início de uma busca por conhecimento.
Queremos estimular residentes que mantenham a curiosidade científica e desenvolvam capacidade para consultar a literatura, interpretar evidências, discutir criticamente condutas e atualizar sua prática ao longo da carreira.
Discussões clínicas, atividades teóricas, pesquisa, produção científica e educação continuada complementam aquilo que é vivenciado diariamente na assistência.
Porque formar um especialista não significa apenas transmitir o conhecimento disponível hoje.
Significa desenvolver a capacidade de continuar aprendendo amanhã.
A Residência Médica do IEP DG conta com uma estrutura própria de governança educacional por meio de sua Comissão de Residência Médica — COREME.
A COREME atua na organização, supervisão, acompanhamento, avaliação e desenvolvimento dos Programas de Residência Médica vinculados ao Instituto.
Sua atuação integra os diferentes componentes necessários para uma formação estruturada, entre eles:
Mais do que organizar a Residência, sua função é contribuir para que o processo de formação seja acompanhado de maneira contínua, responsável e coerente com os objetivos educacionais do Instituto.
O IEP DG nasceu da proximidade com a prática assistencial.
Essa característica também orienta nossa maneira de pensar a educação médica.
A formação acontece onde a Medicina acontece: próxima aos pacientes, aos preceptores, às equipes e aos desafios reais da assistência.
Ao mesmo tempo, a experiência prática é acompanhada por conhecimento científico, protocolos, processos de qualidade, avaliação de resultados e reflexão sobre o cuidado.
Essa integração permite transformar o cotidiano assistencial em um ambiente permanente de aprendizado.
Entre o primeiro dia da Residência e a formação do especialista existe um caminho feito de estudo, prática, decisões, dúvidas, experiências e aprendizado.
O papel do IEP DG é contribuir para que esse caminho aconteça com estrutura, supervisão, ciência e responsabilidade.